Aécio Neves deixou de declarar R$ 6,6 milhões após negócio com a irmã, apontam documentos

O senador Aécio Neves deixou de informar R$ 6,6 milhões à Junta Comercial de Anápolis relativos à venda em 2016 de suas cotas na Rádio Arco Íris, de Belo Horizonte, à sua irmã, Andrea. De acordo com o próprio senador, o negócio teria ficado em apenas R$ 88 mil.

O valor de R$ 6,6 milhões foi informado por Aécio em seu Imposto de Renda à Receita, sigilosa por lei. Os dados da junta são públicos.

O sigilo do IR foi quebrado no final de 2017 por ordem do STF (Supremo Tribunal Federal) em processo que tramita paralelamente ao inquérito que investiga um pedido de R$ 2 milhões feito pelo senador ao dono da empresa de carnes JBSJoesley Batista. O sigilo do IR de Aécio Neves foi quebrado no final de 2017 por ordem do STF (Supremo Tribunal Federal) em processo que tramita paralelamente ao inquérito que investiga um pedido de R$ 2 milhões feito pelo senador ao dono da empresa de carnes JBSJoesley Batista.

Com a venda das cotas para sua irmã, Aécio teve seu patrimônio declarado aumentado de R$ 2,5 milhões em 2015 para R$ 8 milhões em 2016. Por dois anos, em 2014 e 2015, o tucano declarou à Receita que as cotas valiam R$ 700 mil na forma de uma dívida que mantinha com a antiga dona, sua mãe, a ser paga em 2012 e depois prorrogada até dezembro de 2016.

A assessoria de Aécio disse que o parlamentar adotou procedimento correto, previsto pela legislação, ao deixar de informar à junta o valor real da venda das cotas. “Pelas leis brasileiras, o valor do capital social é imutável e sofrerá alterações somente quando houver aprovação de aumentos ou diminuições do mesmo”, declarou (Folha S. Paulo).

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