Delegado-geral da Polícia Civil questiona fala de vereadoras sobre delegacias fechadas: veja vídeo na íntegra

Por meio de nota enviada a um grupo de voltado a divulgar notícias policiais, o delegado geral Fábio Vilela, questiona a reportagem da Voz de Anápolis que reproduziu a fala de vereadores na Câmara Municipal sobre o fechamento de delegacias na cidade, em especial de Meio Ambiente e de Proteção ao Idoso. A pauta não foi do jornal, mas, sim, proposta pelos vereadores no grande expediente da Câmara Municipal. O delegado Fábio Vilela afirma que:

“A unidade do meio ambiente era apenas um grupo que foi criado há anos, numa outra realidade de nossa cidade, para apurar casos então recém criminalizados por lei, por ordem de serviço, incumbindo a um DP o atendimento destes casos. Com a regularização das unidades no Sisp, foi preciso instituir o Grupo de Meio Ambiente em Anápolis.

Entretanto, com as recentes alterações das Distritais em Anápolis e redistribuições de especializadas, foi constatado que a estatística do grupo, em relação a crimes contra o meio ambiente, era muito pequena, frente aos casos de TCO. Assim, não justificava um grupo especializado pra registrar TCO”.

O delegado classificou a notícia como “falsa”, exaltando que a fala das vereadoras Vilma Rodrigues (PSC) e Thais Sousa (PSL) precisariam ser esclarecidas. “Tenho convicção que o presidente da Câmara municipal de Anápolis poderá esclarecer que o verdadeiro conteúdo das falas de nossas vereadoras foram alteradas pela reportagem”.

Abaixo é possível assistir na íntegra a fala da vereadora Vilma Rodrigues, com o aparte de diversos edis, entre eles, a vice-presidente da Câmara, Thais Sousa. A vereadora Vilma Rodrigues é mãe do delegado Manoel Vanderic, titular das duas DPs alvo das menções no grande expediente: Meio Ambiente e Proteção a Idosos.

Contatado pela reportagem para aprofundar as explicações, o delegado Fábio Vilela afirmou estar em trânsito para Goiânia.

A Voz de Anápolis reitera que tem por preceito profissional básico do Jornalismo manter as falas e conteúdos de suas fontes ou dos personagens das reportagens. Não é a primeira vez – e nem será a última – que um jornal ou veículo de comunicação é alvo de “culpa” sob a acusação de ter “inventado/adulterado/distorcido” falas públicas e devidamente gravadas. Contra estas acusações, o jornal mantém a mesma postura: a de publicar a íntegra das falas para que o leitor tenha a chance – ele mesmo – de verificar a veracidade do conteúdo reproduzido diariamente em suas postagens.

 

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