“Desculpa do prefeito de que não pode contratar é simples: priorize concursados no lugar dos 1100 comissionados”, afirma Gomide

Usando o grande expediente da Câmara Municipal, o vereador Antônio Gomide (PT) questionou uma alegação recorrente do prefeito Roberto Naves (PTB) para justificar a não contratação de concursados aprovados em certame municipal. “A desculpa de que a prefeitura não tem dinheiro é muito antiga. Se o prefeito quer diminuir gastos e o tal limite prudencial, que demita os mais de 1100 comissionados que estão lá hoje. É fácil reverter a situação de limite de gastos com a folha. Depende só de anunciar no Diário Oficial e é o prefeito quem determina: troque os comissionados por funcionários de carreira, por aprovados”, disse.

O debate aconteceu por conta da manifestação dos vigias concursados que foram à Câmara Municipal pressionar o Legislativo pela implantação da guarda Municipal com o aproveitamento deste grupo para ocupar as vagas.

“A gente conhece um prefeito por aquilo que ele faz e não pelo que ele promete.

Estamos aqui com pessoas concursadas e entraram pela porta da frente e que viram uma oportunidade de ocupar um espaço em um programa que o prefeito anuncia que irá fazer”, disse.

“Aquela conversa de que a Procuradoria teria um documento que impedia do aproveitamento já foi derrubado inclusive por falas da base do prefeito. Já se falou que a lei é dinâmica e pode ser questionada e melhoradas”, emendou.

Cadê?

Gomide ainda questionou a presença do prefeito Roberto Naves para dirimir as questões e atender ao grupo. “Onde está o prefeito neste momento? Nós estamos aqui com servidores públicos, mas o prefeito está em um evento político dando tapa nas costas do governador e do vice. Gastam-se milhões em propaganda enquanto nós ficamos pedindo mais policiamento nas ruas, enquanto vemos programas sociais recuarem”, resumiu.

Líder do Prefeito no Legislativo, Jakson Charles reforçou de que o aproveitamento destes profissionais que manifestaram durante a sessão plenária depende de uma aprovação e autorização no aspecto jurídico. “Se for possível, se for legal, é claro que o prefeito vai aproveitar os funcionários que já são de carreira”, disse.

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