Empresário afirma ter sido agredido por Diretor do Procon, que nega acusação

Uma ocorrência foi registrada no último dia 21 de fevereiro pelo prestador de serviços da construção civil, o pintor profissional Jarbas Goulão Cardoso. Ele afirma ter sofrido uma série de agressões cometidas pelo diretor do Procon, Valeriano Abreu. As declarações foram colhidas pela delegada Geinia Maria Etherna, na delegacia geral de Anápolis

Goulão afirma ter levado levou socos e cotoveladas e ainda ter sido expulso “como um cachorro” da unidade do Procon depois que foi ao local cobrar uma definição do diretor sobre o pagamento de um contrato de serviço prestado na unidade. Jarbas realizou a pintura parcial da antiga sede.

Segundo o relato, Valeriano Abreu alterou a voz quando soube do assunto a ser tratado e mandou que Jarbas “fosse cobrar da administração passada”. “Eu não sei que falcatrua você e o Israel fizeram”, teria dito Valeriano Abreu. Israel Rodrigues é o ex-diretor do Procon, até dezembro de 2016.

“Não fiz o serviço para o Israel e nem para a administração passada, mas para o Procon”, explicou o prestador de serviço. O ocorrido aconteceu diante de pelo menos dois servidores da defesa do consumidor, Débora Costa e Carlos Costa.

Em seguida, segundo o relato do prestador de serviço, Valeriano tomou das suas mãos o documento que comprovaria o serviço e o pedido de pagamento, o amassou e jogou de volta no rosto de Jarbas Cardoso. Em seguida, iniciaram as agressões. O primeiro soco desferido contra Jarbas ficou no ar, já que o pintor conseguiu se esquivar. Mas o segundo o atingiu no rosto. E, a partir daí, a agressão teve continuidade.

Goulão afirma ter levado socos e cotoveladas e depois ter sido pressionado por Valeriano Abreu contra a parede. Em seguida, Abreu segurou Goulão pelo braço, expulsando-o de sua sala. Tudo foi testemunhado pelo assessor Carlos Costa, segundo as informações prestadas pelo pintor à polícia.

Jarbas prestou queixa de lesão corporal e realizou exames no Instituto Médico Legal. Ele alega ter sofrido agressões no rosto, no braço e nos joelhos, que bateu na porta quando foi empurrado para fora da sala do secretário municipal responsável pelo Procon.

Câmeras

Segundo o prestador de serviços, ao ser destratado ainda verbalmente por Abreu, ele foi “mandado embora da sala”. “Ao ver aquela situação, pedi que fosse chamada a polícia porque só sairia dali com a polícia já que a situação saiu do controle”, disse.

Neste instante que o cenário se transformou na agressão. Jarbas Goulão afirma ter recebido unhadas na altura da barriga quando foi agarrado por Valeriano Abreu que o mandou para fora da sala. Goulão pede que as câmeras do Procon sejam acionadas para provar sua narração. “Eu não sei se tem câmeras dentro da sala dele, se tiver basta ver. Mas sei que no Procon, tem. Elas vão mostrar como ele me tirou da sala”, afirma. No exame realizado por Goulão junto ao IML, há o registro de “escoriações superficiais do lado direito do corpo”.

 

Desmentido

Em entrevista à Rádio Imprensa AM, o secretário Valeriano Abreu criticou os meios de comunicação que deram voz ao empresário e prestador de serviço. “Ao invés de divulgar a notícia, deveria dar espaço a quem se está referindo”, disse. Ele agradeceu a uma emissora da cidade por “ouvir a versão da verdade”, no caso, a dele.

Abreu disse que a questão é política por ele “ter construído um caminho político”. “Este senhor não é empresário, não sei se ele é funcionário, mas existe uma empresa que foi contratada para efetuar uma reforma na antiga sede. O secretário anterior atestou uma nota de que o serviço foi devidamente prestado”, disse.

“Quando entrei na minha sala, ele entrou atrás de mim”, explicou o secretário. Valeriano afirma tê-lo chamado pelo nome, mesmo desconhecendo quem era. Em seguida, corrige a informação: “eu perguntei o nome dele”. Nas informações de Valeriano, ele disse ao pintor de que “nem sabia de obra”. “Meu amigo, eu nem sei o que aconteceu”, afirmou ele em sua versão.

Valeriano desmente a informação de agressão. “Ele trabalha na construção civil e eu não faço nem academia, veja a minha constituição corporal para agredir alguém”, alegou. Abreu tem como testemunhas de sua versão dois de seus funcionários. O diretor do Procon registrou ocorrência por “invasão e desacato”.

 

Prefeito

O prefeito Roberto Naves (PTB) afirmou, através de sua assessoria, que não iria comentar sobre o assunto. Ainda segundo a mesma fonte, os fatos seriam comentados apenas por Valeriano Abreu, à disposição no Procon.

 

Notícias Relacionadas