Governo de Goiás “presenteia” Anápolis com 580 presos em presídio que sequer foi inaugurado com capacidade de 300

A crise penitenciária em Goiás ganhou mais um novo capítulo na última quinta-feira (23). Com a eclosão de uma rebelião que totalizou cinco mortos e 35 feridos por conta de uma briga de facções rivais pelo domínio do presídio, a situação ficou agravada no complexo prisional Odenir Guimarães.

Com isto, o presídio de Anápolis, cuja inauguração está patinando há meses precisou ser urgentemente “inaugurado”. E não teve entrega, inauguração, fita sendo cortada e muito menos autoridades discursando pela obra. Ele foi inaugurado às pressas pela chegada de diversos ônibus de escolta de presos.

Foram transferidos 260 presos vindos de Aparecida de Goiânia para a cidade de Anápolis e, de acordo com o novo comandante do 3º CRPM, há a previsão de mais 40 presos serem transferidos para Anápolis.

O presídio em fase final de construção – ainda não se sabe quais as condições para a entrega uma vez que ele não havia sido vistoriado para a inauguração – possui capacidade para 300 presos. Em sendo assim, pode ser que ele já seja inaugurado oficialmente com sua ocupação total. Um pacote completo que o Governo de Goiás “presenteia” Anápolis.

Outra dúvida é quanto às condições internas como, por exemplo, as ligações de água e energia elétrica. Com isto, cria-se ainda outra dúvida que se desdobra em preocupação para a cidade de Anápolis: a segurança. Não se tem informação de um destacamento específico para atuar na unidade, uma vez que o prédio ainda não estava apto para funcionamento e não havia um cronograma para a transferência na ocupação por parte dos servidores do sistema carcerário estadual.

Aliado a isto ainda há a cadeia pública, que deveria ser desafogada de sua superlotação (ela tem o dobro da capacidade), mas que agora teve as vagas ocupadas com presos de Goiânia.

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