Homem invade colégio em Alexânia e mata estudante de 16 anos

Uma adolescente foi morta a tiros na manhã desta segunda-feira, no Colégio Estadual 13 de maio, em Alexânia. Misael Pereira Olair, de 19 anos, foi preso em flagrante após atirar e matar Rafaella Noviske, de apenas 16 anos, de acordo com a Polícia Civil.

Ainda conforme informações repassadas pela corporação, o rapaz invadiu a escola e procurou pela jovem em duas salas, até a encontrar. Assim que a encontrou, começou a disparar com uma arma calibre .32. Ela foi atingida na cabeça e morreu no local. A delegada Rafaela Azzi ouviu do jovem que ele sentia “ódio” de Rafaella e esse teria sido o motivo que o levou a matá-la.

O rapaz prestou depoimento às autoridades policiais. As informações preliminares levam a crer que se trata de um crime passional. Ainda foi detido um outro homem suspeito de dar cobertura ao rapaz. O crime ocorre poucos dias depois na tragédia no Colégio Goyases, em Goiânia, em que um aluno entrou armado na instituição e matou dois adolescentes.

Polícia Civil

Em entrevista à Rádio CBN, a delegada Rafaela Azzi destacou que o autor dos disparos, de nome Mizael, é de “uma frieza absurda”. “Ele adquiriu uma arma de fogo calibre 32, especificamente, segundo o relato dele, para ceifar a vida da Rafaella”, acrescentou.

Conforme pontuou, Mizael demonstrou “falta de arrependimento”. O pano de fundo do crime, segundo a delegada, é a passionalidade. Ele cometeu o homicídio em uma segunda-feira, conforme disse em seu depoimento, pois estava se “organizando” durante o final de semana. “Eu sabia tudo da vida dela”, disse o autor. Eles eram vizinhos e tudo indica que Misael tinha uma “paixão reprimida” e não correspondida por Rafaella.

Os dois não chegaram a ter relacionamento afetivo. “Ele estava com visão de túnel. Ele queria a menina”, disse a delegada sobre o momento em que Mizael procurava Rafaella em algumas salas do Colégio Estadual 13 de maio. “Odeia, odeia, odeia”. Esta foi a expressão utilizada pela delegada Rafaela para demonstrar o sentimento do autor pela vítima.

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