Líder do governo no Senado diz que votação da reforma da Previdência ficará para fevereiro de 2018

Apesar de ter atribuído o adiamento a um eventual esvaziamento do Congresso na próxima semana, Jucá reconheceu que o governo ainda não tem os 308 votos necessários para aprovar o tema

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou nesta quarta-feira (13) que a votação da proposta de reforma da Previdência ocorrerá somente em fevereiro do ano que vem. Segundo o senador, a decisão foi tomada após acordo entre os presidentes do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Jucá disse que o Palácio do Planalto “participou do entendimento”.

A informação foi divulgada, primeiramente, pela assessoria de imprensa do senador. Depois, em entrevista coletiva, Jucá confirmou o adiamento, mas acrescentou a possibilidade de o tema ser analisado antes de fevereiro, em uma eventual convocação extraordinária do Congresso Nacional.

Ao fazer o anúncio, o líder do governo no Senado disse que a reforma da Previdência é importante não para o governo Michel Temer, mas para os próximos governos e para o pagamento de aposentadorias. “Por uma combinação entre o presidente Eunício e o presidente Rodrigo Maia hoje será votado o Orçamento federal. Sendo votado o Orçamento, forçosamente, na próxima semana não haverá um quórum da forma que nós queremos para votar a reforma”, justificou Jucá.

“Então a reforma vai aguardar mais alguns dias para possa ser votada ou em fevereiro ou até, se houver o entendimento entre os presidentes das duas Casas, em uma convocação extraordinária”, completou. O governo vinha, nas últimas semanas, negociando para tentar votar a proposta na Câmara ainda neste ano. Defensor da proposta, Maia é um dos principais articuladores nessa discussão.

Apesar de ter atribuído o adiamento a um eventual esvaziamento do Congresso na próxima semana, Jucá reconheceu que o governo ainda não tem os 308 votos necessários para aprovar o tema.

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