No quarto dia, greve de caminhoneiros provoca reflexos pelo país

A greve nacional dos caminhoneiros entra no seu quarto dia nesta quinta-feira (24) e os reflexos por conta da paralisação da classe já provoca reflexos em todo o país. O principal é o desabastecimento de produtos. O mais sentido nestes primeiros dias, é o de combustíveis. Na noite desta quarta-feira (23), já faltava o produto em postos de várias capitais. Em Brasília, um determinado estabelecimento que tinha gasolina no estoque chegou a cobrar R$ 9,99 pelo litro.

Mas não é só os combustíveis que sinalizam estar acabando. Produtos com alta rotatividade também começam a demonstrar falta em algumas regiões. Hortifrutigranjeiros, por exemplo, que abastecem diariamente centros de distribuição em todo o país também estão tendo estoques reduzidos por conta da não reposição. Quem ainda tem o produto, está cobrando caro. É a famosa lei da oferta e procura.

Goiás

Em Goiás, ainda não há grandes reflexos de desabastecimento, pois grande parte das rodovias goianas não são federais e são usadas como alternativa para os caminhoneiros que querem fugir dos bloqueios. Nas rodovias em que há bloqueios, nada muda.

Mas nas BR’s 153/060, uma liminar expedida ontem em favor da concessionária que as administra, determina que os caminhoneiros que protestam contra o aumento do diesel nas BRs 153 e 060 em Goiás devem desobstruir as vias imediatamente. O documento do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) prevê multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento da medida.

O Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos do Estado ainda não se posicionou sobre a medida.

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