Número de militares da ativa em Anápolis pode triplicar

Felipe Homsi

Os militares estão ampliando sua presença no município de Anápolis, conforme informações exclusivas obtidas pela Voz de Anápolis junto a fontes da Aeronáutica. O objetivo é atender ao crescimento da quantidade de grupamentos no município que vem ocorrendo nos últimos anos e que deverá se ampliar nas próximas duas décadas.

Anápolis deverá ter um aumento da abrangência e presença militar na cidade e regiões onde as corporações atuam, com crescimento dos grupamentos já existentes e vinda de novos. O Grupo de Defesa Aéreo (GDA), Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM), Grupo de Defesa Antiaérea (GDAE), Grupo de Aviação Carcará, alguns com atuação local e outros ainda em desenvolvimento, serão atendidos pela nova leva de militares.

Reforço

Mas a expectativa maior é pela vinda dos aviões de caça suecos Gripen NG, cuja compra foi acertada pelo governo brasileiro em 2015. Com base neste cenário, membros do exército já acreditam que, nos próximos 20 anos, o número de militares da ativa em Anápolis passará de 800 para 2800 pessoas, uma quantidade aproximada. Alguns membros do exército e aeronáutica pensam em números mais modestos e pensam que a quantidade total de representantes das categorias chegue a no máximo 1500 militares.

Ampliação dos grupamentos e vinda dos caças Gripen para Anápolis vão aumentar a demanda por militares na cidade

Levando-se em conta as famílias dos militares, a vinda dos praças e oficiais para a cidade, caso se concretize nos próximos vinte anos, poderia significar um aumento de seis mil pessoas na população residente, o que demandaria planejamento urbano e habitacional específico – já que grande parte dos militares da ativa moram em casas das corporações e o município não possui áreas próprias urbanizadas que poderiam servir de moradia exclusiva para este público.

Anápolis já possui, conforme indicado pelas fontes, duas mil famílias de militares da reserva, aproximadamente seis mil pessoas. Caso se realize a vinda dos novos dois mil da ativa, o número total de militares e familiares pode atingir em torno de 14.400 pessoas no município vinculados às forças armadas. Estima-se que de cada 10 militares no município, sete venham de outra cidade.

Especulação

O mercado dos imóveis já está de olho no aumento do número de militares em Anápolis e à grande quantidade dos da reserva que moram no município. Nesta semana, foi realizado no clube militar local MACH II evento promovido pela Associação dos Militares e Civis do Estado de Goiás – AMEGO, com o objetivo de apresentar um projeto para a venda de aproximadamente 1300 moradias para atender a este filão local.

Apartamentos e casas vão ser comercializadas com descontos de até 20%, juros mais baixos e prazos prolongados. De acordo com o presidente da AMEGO, o suboficial da reserva Wagner Vieira Waldhelm, a cada 10 militares de Anápolis que se encontram na reserva, oito não possuem moradia própria, o que explicaria a atração das construtoras por este mercado promissor e que cresce a cada ano.

Projeto imobiliário deve reduzir déficit habitacional junto aos militares, afirma presidente de associação, Wagner Vieira

Atualmente, existem moradias disponíveis para os militares apenas quando estão na ativa; e mesmo assim, existe uma fila de espera. O MACH I, MACH II e alguns blocos residenciais do condomínio Village Cardoso são disponibilizados para este grupo pelas próprias corporações militares. Ao entrarem na reserva, eles não têm mais direito a este benefício. “As construtoras estão vendo como oportunidade de negócio”, destaca Waldheim.

Um dos residenciais exclusivos para militares

 

 

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