Presidente do SindiCarne-GO sugere que produção nacional é alvo de ataques internacionais

A terceira fase da Operação Carne Fraca promoveu apreensão de documentos e levou à prisão integrantes de diversas empresas frigoríficas. As empresas investigadas – de acordo com a Polícia Federal – burlavam a fiscalização preparando amostras, através dos laboratórios investigados, com o objetivo de esconder a condição sanitária dos lotes de animais e de produtos, evitando, assim, uma medida corretiva restritiva do Serviço Oficial.

Para o presidente do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados de Goiás, o Sindicarne, José Magno Pato, a operação deve ser vista mais como um complô internacional visando prejudicar a economia do setor que propriamente uma ação justificada. Segundo ele, a Carne Fraca pode ter recebido influência dos grandes mercados internacionais concorrentes do Brasil.

“O mercado nacional cresceu muito nos últimos 15 anos e se tornou líder mundial. E hoje vemos denúncias internacionais, como a Irlanda, de que o Brasil comete desmatamento para manter sua produção”, explicou em entrevista a uma emissora de rádio de Goiânia.

“Se fosse verdade o que estão dizendo por aí, o Brasil estaria um caos”, completou. Pato afirma que o principal problema levantado, o da contaminação por Salmonela, é inócuo uma vez que grande parte das variações da Salmonela “não sobrevivem quando expostos a temperaturas acima dos 50 graus”.

A operação Carne Fraca teve como saldo 11 pessoas com prisão temporária e 27 com condução coercitiva. Os policiais cumpriram ainda 53 mandados de busca e apreensão em unidades da BRF que tem unidades em Goiás.

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