Sai Rodrigo Janot, entra Raquel Dodge: nova titular da PGR defende intolerância à corrupção

Ao lado de autoridades investigadas pela PGR (Procuradoria-Geral da República), a nova procuradora-geral Raquel Dodge, 56, afirmou em seu discurso de posse, nesta segunda-feira (18), que o povo brasileiro “não tolera a corrupção” e pediu harmonia entre os Poderes.

O discurso de 15 minutos foi feito ao lado do presidente Michel Temer (PMDB), responsável por assinar o ato de posse da nova chefe da Procuradoria, e alvo de denúncia por corrupção apresentada pelo antecessor de Dodge, Rodrigo Janot, e barrada pela Câmara.

Temer também é alvo de uma segunda denúncia por organização criminosa e obstrução de Justiça. Há um terceiro inquérito, também por suspeita de corrupção. O presidente tem negado a prática de crimes e acusado Janot de perseguição.

Segunda da lista

Raquel Dodge, goiana da cidade de Morrinhos, foi indicada por Temer após ficar em segundo lugar na lista tríplice elaborada por procuradores de todo o país. Seu nome também precisou ser aprovado pelo Senado. Com isso, ela tem a missão de desvincular o critério de sua indicação à imagem de Temer.

Em primeiro lugar na lista composta por Dodge, ficou o vice-procurador-geral Nicolao Dino, considerado mais alinhado ao antigo procurador-geral, Rodrigo Janot.

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