Semana violenta: Anápolis registra dois casos de duplo homicídio em três dias

No primeiro episódio, tio e sobrinho foram executados em um bar. No segundo, dois vigilantes foram encontrados mortos no Juizado da Infância e Juventude de Anápolis

Para as estatísticas da Polícia, abril foi um mês em que o número de assassinatos bateu recorde em 2017. Já no mês de maio, a queda foi acentuada, mas poderia ser menor, não fossem os dois casos de duplo homicídio registrados na última segunda-feira, 29, e na última quarta-feira, 31, justamente o último dia do mês.

No episódio da segunda-feira, 29, dois homens foram executados com disparos de arma de fogo um pouco antes das 22 horas, no Bairro Jundiaí. José Rubens Gomes Soares e Adhler Goveia eram tio e sobrinho, respectivamente, e estavam em um bar localizado bem próximo ao Sesc.

José Rubens Gomes Soares e Adhler Goveia eram tio e sobrinho, respectivamente, e estavam em um bar localizado bem próximo ao Sesc

A suspeita da Polícia, nesse caso, é de que o tio tenha tentado proteger o sobrinho que seria o alvo dos criminosos que efetuaram mais de 20 disparos. Adhler possuía várias passagens pela polícia, incluindo homicídio, e havia recém saído da cadeia.

Vigilantes

Já no segundo episódio de duplo homicídio que encerrou o mês de maio, dois vigilantes foram encontrados mortos no interior do Juizado da Infância e Juventude de Anápolis na manhã da última quarta-feira, 31. Celso Roberto Tavares, de 34 anos, e Joel Pereira Dutra, de 64, foram executados com um tiro, cada um. A suspeita nesse caso, de acordo com a Polícia, é que o roubo de uma arma de fogo pode ter motivado os assassinatos.

Agora, os dois casos se acumulam às investigações do Grupo de Investigações de Homicídios de Anápolis. O delegado titular, Renato Rodrigues, disse que, por enquanto, não há suspeitos dos crimes e que não descarta nenhuma motivação. “Vamos trabalhar com todas as linhas possíveis de investigação, mas as principais hipóteses são, no primeiro caso, execução, e no segundo latrocínio por conta do roubo da arma. Mas também não podemos descartar uma execução neste segundo caso. A gente tem poucas informações ainda”, alegou.

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